Manifesto feminista
- luispintolisboa
- 8 de dez. de 2023
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Manifesto feminista
Enquanto candidato às Primárias do LIVRE, defendo um país de princípios feministas apostado na conquista da equidade entre todas as pessoas, sejam elas mulheres, homens ou pessoas que não se identifiquem com a construção social de género binário.
Para além disso, em 2024, o 8M, Dia Internacional da Mulher, irá coincidir com o último dia de campanha eleitoral para as Legislativas 2024. Assim, esta feliz coincidência irá colocar a luta feminista no centro do debate político. Portanto, não podemos perder esta oportunidade única para reivindicar em uníssono um país mais justo e solidário.
Desta forma, comprometo-me a continuar a travar esta importante luta social, ajudando a construir o lugar de fala das mulheres, pessoas não-binárias e LGBTQIA+, sobretudo das menos privilegiadas, emigrantes, racializadas, com diversidade funcional, etc.
Na verdade, considero que o feminismo é a única resposta possível a uma sociedade construída com base na desigualdade. Com efeito, as mulheres continuam a ser as proletárias do proletariado, continuam a receber menos vencimento do que homens por trabalho igual, continuam a trabalhar em média mais uma hora por dia do que os homens e continuam ainda a ser as principais responsáveis pelo trabalho doméstico.
Para além disso, estatisticamente, continuam a existir mais mulheres desempregadas do que homens, assim, as mulheres continuam a ser mais pobres. Consequentemente, as famílias monoparentais atiram para a pobreza milhares de crianças. Para além disso, a violência de género continua a afetar maioritariamente mulheres, perpetuando os femicidios que têm de ser erradicados.
Desta forma, já não basta apenas compreender e estar solidário com as pessoas oprimidas, é necessário estar do lado delas e abolir a origem do problema.
Assim, coloco-me ao lado do bom trabalho que o LIVRE tem desenvolvido, assim como ao lado das camaradas na luta contra a violência doméstica, a violência sexual, a violência obstétrica, o assédio no espaço público e em contexto laboral, o sistema de justiça machista, a transfobia, o tráfico de meninas e mulheres, a negação dos direitos sexuais e reprodutivos, o racismo e a xenofobia, entre muitas outras formas de violência de género que assentam na estrutura básica da nossa sociedade.
Desta forma, coloco-me ao lado das camaradas na reivindicação de:
- Políticas públicas de consciencialização para o feminismo;
- Políticas públicas de combate ao assédio;
- Existência de gabinetes de apoio à denúncia do assédio nas universidades e locais de trabalho;
- Alargamento da rede de casas de abrigo;
- Fim do trabalho precário e salários iguais para trabalhos iguais;
- Reforço dos apoios sociais a familias monoparentais e a mães desempregadas;
- Reconhecimento do valor social doméstico e dos cuidados;
- Inclusão e construção do lugar de fala das pessoas trabalhadoras do sexo;
- Mais formação sobre equidade e respeito no tratamento a pessoas LGBTQIA+ e com diversidade funcional para profissionais de saúde;
- Fomento das estratégias de saúde especificas para as pessoas trans e não-binárias;
- Maior acessibilidade a consultas de saúde sexual e reprodutiva;
- Acesso universal e efetivo à interrupção voluntária da gravidez segura;
- Fim de todas as violências obstétricas, reabertura e reforço das maternidades, das urgências e dos serviços de ginecologia/obstetricia em todo o território nacional;
- Educação pública e gratuita, comprometida com as agendas politicas da igualdade, da sustentabilidade e dos direitos humanos;
- Correção dos curriculos preconceituosos
particularmente dos vieses colonialistas;
- Fim das penas suspensas e da impunidade de agressores;
- Penas efetivas para os agressores de qualquer tipo de violência.










