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Um povo que lê despede-se do seu escritor mais inquieto
A literatura portuguesa perdeu hoje a sua bússola mais inquieta. António Lobo Antunes partiu aos 83 anos, deixando um vazio que só pode ser preenchido pela leitura atenta da sua obra monumental. Para ele, o ato de ler não era um passatempo, mas uma ferramenta de liberdade, pois acreditava convictamente que um povo que lê nunca será um povo de escravos. Nascido em Benfica, Lobo Antunes carregou durante décadas a responsabilidade de ser o "caçador de palavras" de uma nação que
5 de mar.2 min de leitura


O Espelho da Luz: O Racismo e o Conforto do Nosso Silêncio
O que aconteceu no Estádio da Luz, no play-off da Liga dos Campeões, foi mais do que um episódio de futebol. Foi um confronto direto com o espelho. E, muitas vezes, a forma como reagimos diz mais sobre nós do que sobre o evento em si. O incidente entre Vinícius Júnior e Gianluca Prestianni, transmitido para todo o mundo, deixou rapidamente de ser um alegado insulto racial entre jogadores para se tornar um teste coletivo sobre como lidamos com o inaceitável. É aqui que o conc
5 de mar.4 min de leitura


Camilo Pessanha, o poeta ao longe
Em 2026, passam cem anos sobre a morte de Camilo Pessanha, em Macau, a 1 de março de 1926. Cem anos é muito tempo. E, no entanto, hoje, quando o lemos, há qualquer coisa que permanece suspensa, intacta, como se a água da clepsidra ainda estivesse a cair, gota a gota, no mesmo silêncio. Pessanha é um poeta ao longe. Ao longe no espaço, porque viveu quase trinta anos no extremo oriental da presença portuguesa. Ao longe no tempo, porque a sua voz parece vir de uma zona anterior
3 de mar.4 min de leitura
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