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8 de Abril: Dia Internacional da Pessoa Cigana

  • luispintolisboa
  • 8 de abr.
  • 2 min de leitura

Hoje celebramos o Dia Internacional da Pessoa Cigana, uma data essencial para dar visibilidade a uma cultura riquíssima e, acima de tudo, para reforçar a luta contra o preconceito e a exclusão que ainda persistem.


​A data remete ao Primeiro Congresso Mundial Romani, realizado em 1971, em Orpington, nos arredores de Londres. Foi nesse encontro histórico que o dia foi institucionalizado, recebendo mais tarde o reconhecimento da ONU como o "International Romani Day".


​Embora representem a maior minoria étnica na Europa, as comunidades ciganas continuam a ser as mais discriminadas. Na prática, isto traduz-se em barreiras sistemáticas no acesso a direitos fundamentais como educação, habitação condigna, saúde e emprego.


​Um dos grandes desafios reside no facto de a cultura cigana ser predominantemente ágrafa. Esta ausência de registos escritos contribui para um desconhecimento geral que, infelizmente, alimenta estereótipos. No entanto, a identidade cigana é vibrante: manifesta-se na união familiar, na vivacidade da música e da dança, e numa herança nómada que moldou a sua forma de estar no mundo.


​É, por isso, preocupante que Portugal se encontre atualmente sem uma Estratégia Nacional para a Integração das Comunidades Ciganas (ENICC). O alerta já foi dado pelo Conselho da Europa: com o fim do plano que vigorou entre 2013 e 2022, urge criar um novo roteiro. Precisamos de um compromisso público que garanta a concretização efetiva dos direitos humanos e que honre o princípio da igualdade previsto no Artigo 13.º da nossa Constituição.


​Como diz o provérbio: "A Terra é o meu lar, o céu é o meu teto e a liberdade é a minha religião." Que este dia sirva para que essa liberdade seja, finalmente, um direito pleno para todos.



 
 

"Mudar o mundo, não é loucura, não é utopia, é justiça". 🩵

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