Há nomes que não cabem numa lápide. Tornam-se espelho de um tempo, de uma cidade, de um país. Gisberta Salce Júnior é um desses nomes. Nasceu em São Paulo, em 1960. Foi-lhe atribuído o sexo masculino à nascença, herdou o nome do pai e o “Júnior” que carregava essa marca. Mas, muito cedo, percebeu quem era. Gisberta, gostava de dançar, de se vestir como queria, de existir com leveza. Assim, aos 14 anos disse à mãe que “ia ser mulher”. E, foi. Num tempo em que assumir-se signif